FAUNA SILVESTRE
Eles devem ser protegidos


O Brasil não sabe ao certo quantas espécies de sua fauna estão em risco
de extinção. O IBAMA conta 208
e o IBGE 303. Mas são pesquisas antigas. Segundo decreto estadual n° 42.838
de 4 de fevereiro de 1998, o Estado de São Paulo possui 526 espécies animais
comprometidas no processo de extinção.Brasil é considerado o país mais rico em diversidade de espécies animais
do Planeta. Esse reconhecimento é internacional e significa muito. Significa
que temos um banco de dados vivo, sobre uma fauna de interesse mundial.
Mesmo ciente dessa responsabilidade, o país ainda precisa de muita determinação
e trabalho para preservar e garantir o desenvolvimento das suas espécies.
A Constituição Federal de 1988 determinou que os Estados brasileiros assumissem
os cuidados de proteção com seus animais. Mas até 1999 nada havia sido feito.
No ano seguinte em que assumiu a secretaria do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli
instituiu o Programa de Proteção da Fauna Silvestre do Estado de São Paulo,
reconhecido como um trabalho pioneiro no Brasil. O Programa estabelece objetivos que encaram de maneira ampla a questão da
fauna. Colaborar no combate ao Tráfico de Animais é um deles. Segundo o
RENCTAS, Relatório da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres
são retirados do Brasil anualmente 38 milhões de animais, movimentando perto
de um bilhão de dólares ao ano. E a cada 100 animais arrancados da natureza,
90 morrem. Uma das mais importantes ações do Programa foi a criação do Centro de Manejo
de Animais Silvestres, no parque Estadual Albert Löefgren, Horto Florestal,
na zona norte de São Paulo. Considerado o maior centro de manejo da América
Latina, ele combina o trabalho de proteção com o de preservação. Médicos
veterinários, biólogos e outros profissionais que lá trabalham podem partir
para ações concretas em relação a preservação das espécies. Quando eles
recebem os animais no moderníssimo hospital instalado no centro, entram
em contato com um rico material de pesquisa. O Centro de Manejos de Animais Silvestres foi criado inclusive como um espaço
para discussões sobre a questão da fauna. Por meio de convênios com Universidades
e Institutos de pesquisas pretende-se organizar um banco de dados.